ANTT publica estudos sobre a Ferrogrão para futuro leilão em 2018, por Felipe Montoro Jens

Segundo informações do especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens, recentemente foram divulgadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) algumas pesquisas com dados voltados para o leilão de concessão da Ferrovia do Grão que ocorrerá em 2018.

A ferrovia a ser leiloada, conhecida também como EF-170 ou Ferrogrão, deverá passar pelo processo de construção até atingir a extensão de 1.142km. Parte do caminho passará por uma área florestal localizada entre as cidades de Sinop, no Mato Grosso, e Mirituba, no Pará. De acordo com documentos, além das obras ficarem sob a responsabilidade da concessionária, a mesma também ficará encarregada de implementar a infraestrutura necessária para o funcionamento dos trens.

Como noticia Felipe Montoro Jens, o projeto integra o Programa de Parceria de Investimentos (PPI) e engloba itens tais como: superestrutura ferroviária, oficinas e instalações, terraplanagem, canteiro de obras, sistemas de sinalização ferroviária e energia, obras de arte especiais, equipamentos ferroviários, desapropriação, engenharia, material rodante, obras complementares, compensação socioambiental, obras de arte correntes e drenagem.

A empresa que oferecer o maior lance no leilão será a vencedora e terá a permissão de uso das estruturas por 65 anos. O gasto estimado que envolve toda a estruturação do novo corredor ferroviário destinado a exportação do Brasil pelo Arco Norte é de R$12,6 bilhões. A publicação da ANTT salienta que o retorno financeiro da concessionária ocorrerá conforme os serviços de transportes ferroviários a serem realizados.

O governo espera que o lançamento do edital ocorra já no primeiro trimestre de 2018 para que seja possível fazer o leilão ainda na segunda metade do ano.

A seguir, Felipe Montoro Jens destaca alguns pontos relevantes sobre o projeto de acordo com as informações registradas no portal do Programa de Parceria de Investimentos.

Para esclarecer um importante item do edital, o portal do PPI expõe que para esta concessão de exploração ferroviária foi adotado o modelo vertical, onde apenas uma empresa é responsável pela prestação de serviço e pela infraestrutura geral. No que tange os serviços prestados na ferrovia, é previsto que, para 2020, o total de cargas movimentadas atinja, aproximadamente, 25 milhões de toneladas e em 2050, o número deva superar os 42 milhões de toneladas.

O especialista em Projetos de Infraestrutura informa que esta malha ferroviária terá um papel muito importante no escoamento da soja, farelo de soja e milho produzido pelo Estado do Mato Grosso. Felipe Montoro Jens ainda destaca que possivelmente produtos como fertilizantes, etanol, derivados de petróleo, açúcar e óleo de soja sejam também transportados.

A Ferrogrão será responsável pela melhora nas condições de tráfego da BR-163, uma vez que o fluxo de caminhões que transportam grãos diminuíra, contribuindo também para a redução de custos de manutenção e conservação da rodovia.

A construção da EF-170 resultará na criação de um corredor, entre a própria ferrovia e a rodovia BR-163, que será usado como uma nova rota de exportação de grãos no país, facilitando o escoamento local, reporta Felipe Montoro Jens.