Cientistas acreditam que Déjà-vu pode ser um bom sinal

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Todos já tivemos uma sensação de já ter passado em algum lugar, ou ter lido uma notícia e acha que ela é repetida. Havia teorias e hipóteses de explicação para esses momentos estranhos em que temos certeza de já terem sido vividos anteriormente.

A Universidade de St. Andrews, no Reino Unido reuniu um grupo de cientistas que publicaram no Quarterly Journal of Experimental Psychology uma explicação para um Déjà-vu e concluíram que acontece quando nosso cérebro verifica as memórias e busca uma específica, tropeçando em uma incoerência, que não é necessariamente uma criação de uma falsa memória, segundo a atual explicação até agora.

O estudo do fenômeno não é uma coisa fácil, afinal ele é rápido e imprevisível. Sua análise é feita em laboratório onde é utilizado um método de induções criativas realizadas em uma máquina de ressonância magnética. Os cientistas conseguem avaliar as atividades cerebrais com eficacia.

A região responsável pelas memórias o hipocampo não teve uma atividade muito animada, já as áreas frontais associadas a tomadas de decisões ficaram bem ativas, o que mostra que o cérebro estava a procura de seu próprio arquivo. Até o momento se acreditava que o Déjà-vu ocorria quando uma memória recente era enviada ao córtex, sem passar pelo hipocampo, ou seja, ele ia direto para o arquivo de memórias a longo prazo dando a impressão de já ter vivido aquele momento.

Outra curiosidade sobre o transtorno é que pessoas que tem Déjà-vu persistentes te cumprimentam como se já te conhecessem mesmo sem nunca ter te visto antes. O neuropsicólogo Chris Moulin conta que “Houve uma vez na qual ele foi ao cabeleireiro e ao entrar teve a sensação de Déjà-vu e depois teve um Déjà-vu do Déjà-vu. Ele não conseguia pensar em mais nada”.

A análise foi feita em três etapas que foram realizadas com 21 voluntários. Eles foram apresentados a uma série de palavras, como arroz, feijão, macarrão, bolacha, porém a palavra essencial desse conjunto é a comida que foi deixada de fora. Na segunda parte, os psicólogos perguntaram aos voluntários se havia alguma palavra das que foram citadas que começava com a letra “c”, e a resposta foi negativa. Na última etapa, a pergunta foi direta, sele eles ouviram a palavra “comida”. Claramente os voluntários não lembravam de terem ouvidos essa palavra, porém tinham a intuição de terem ouvido o “c” em algum lugar, sendo assim implantada a falsa memória. O cérebro vasculhou a própria memória procurando a palavra “comida” e encontrou uma semelhança no que aconteceu, com o que poderia ter acontecido.

 

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