Cientistas indicam que pode ser possível impedir a colisão de asteroides com a Terra através de um projétil

Após a explosão meteórica que atravessou a atmosfera e rompeu a região russa, novas pesquisas começaram a ser realizadas com a intenção de descobrir uma forma de proteção contra os asteroides. Dentre as hipóteses, uma muito cogitada seria o desvio da órbita do asteroide através de um projétil lançado ao espaço, para assim evitar uma colisão com o planeta Terra. Segundo o IEEC – Instituto de Estudos do Espaço da Catalunha, através de um estudo, eles afirmaram que seria possível o desvio feito por um projétil.

A pesquisa foi publicada no The Astrophysical Journal, e já teve grande repercussão entre os estudiosos. Para chegarem a essa possibilidade, eles usaram como base o meteorito Chelyabinsk, que atingiu a Rússia em 2013. Segundo o estudo, para conseguir impedir a colisão de um asteroide com a Terra através de um projétil, é preciso analisar a composição, a densidade e a estrutura interna do asteroide, e claro, tudo teria que ser feito com o máximo de antecedência.

Este é apenas mais um estudo realizado para encontrar maneiras de intervir entre objetos que possam atingir a Terra. Outra divulgação realizada para a avaliação do problema foi feita pelo governo americano, que se empenha para poder solucionar a ameaça do espaço.

Os cientistas indicam que uma colisão de um asteroide com a Terra, pode ter grandes consequências para toda a vida biológica do planeta, porém, é mínima as chances de um objeto capaz de causar essas devastações cair no planeta. Os mais prováveis são os objetos como o meteoro Chelyabink, que possuem cerca de dezenas de metros, ou seja, tem impacto bem menor em uma colisão. Esses objetos continuam a ser descobertos a todo momento, e tanto quanto os de pequeno impacto, ainda existe a possibilidade de um objeto grande colidir com a Terra.

O caso de Chelyabink aponta para uma interessante arma biológica do planeta em defesa a corpos celestes. O meteoro que atingiu a região russa, tinha cerca de 18 metros de diâmetro, e assim que atingiu a atmosfera terrestre, ele se fragmentou formando milhares de pequenos pedaços os quais caiu sobre diversas partes da Rússia. O objeto que antes pesava 13 mil toneladas, acabou por chegar a superfície com 4 mil quilos, tendo um impacto muito menor do que seria esperado se a Terra não atuasse como um escudo protetor. O pequeno meteoro, ainda assim deixou estragos na Rússia, tanto em danos materiais, quanto em centenas de pessoas que ficaram feridas.

Jordi Sort e sua equipe da UAB – Universidade Autônoma de Barcelona, realizaram em laboratório, medições sobre a mecânica do meteorito Chelyabink, que apontou uma semelhança entre outros tipos de asteroides. Foram analisados partes sistemáticas, como a elasticidade, a dureza e a resistência à impacto do corpo celeste. Com essas informações, é possível enviar um projétil capaz de impactar com um asteroide e finalmente, poder impedir seu impacto no planeta.

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