Eduardo Sirotsky Melzer: exemplo de como não depender do sobrenome para fazer o seu nome próprio

A situação por qual passamos, de crise econômica e instabilidade nos negócios, acrescida de uma alta taxa de desemprego, para alguns desmotiva ao empreendedorismo, mas para outros só estimula ao desafio de manter-se erguido, sem falir, fazendo então a economia girar. Dentre muitos exemplos de sucesso, encontramos uma referência do momento, Eduardo Sirotsky Melzer, também conhecido como Duda, um empreendedor de 44 anos, que acumula diplomas e experiência no mundo empresarial, além do fato de pertencer à terceira geração da tradicionalmente empreendedora família Sirotsky, portanto, também neto do fundador do da RBS – Brasil.

 

Uma trajetória profissional que começou como boa parte dos jovens, desconsiderando-se o contexto familiar, cursando uma faculdade de administração. Mais detalhadamente, aos 26 anos, Eduardo Sirotsky Melzer formou-se no curso de Administração de Empresas, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Depois disso, tornou-se ainda MBA (Master of Business Administration), em 2002, com um Mestrado em Administração de Negócios, além de ter feito outros dois cursos executivos, em 2008, nos Estados Unidos, numa das escolas de pós-graduação da Universidade Harvard, a Harvard Business School. E, com tamanho gabarito que por consequência traz relevância social, tornou-se até conselheiro da Bienal do Mercosul, uma mostra internacional de arte contemporânea, ocorrida sempre na capital gaúcha, Porto Alegre, por meio da Fundação Iberê Camargo, da Wine.com.br e da e.Bricks Digital.

 

Mas, apesar de conseguir atingir, em 2016, a posição de Chairman (em inglês, “o homem da cadeira”, expressão utilizada para definir o presidente dos acionistas de uma corporação) e presidente do Grupo RBS – Brasil, assim como nos estudos, Eduardo Sirotsky Melzer começou cedo sua carreira, e bem longe dos negócios da família. Nos Estados Unidos, chegou a ser analista financeiro sênior da Delphi, além de diretor-geral de uma empresa de mídia não-tradicional, chamada BoxTop Media. E antes desses, também nos EUA, trabalhou de franqueador máster da multinacional Sweet Sweet Way – Brasil e de consultor da Booz Allen & Hamilton.

 

É válido ressaltar também que o cargo de chairman na RBS – Brasil, conquistado no ano passado, não foi o seu primeiro do tipo, pois, em 2012, Eduardo Sirotsky Melzer fundou a e.Bricks Digital, assim também sendo o seu “homem da cadeira”, presidente dos acionistas. Tanta experiência e conquistas meritórias, obviamente levariam o seu nome a ser considerado para premiações. Não demorou muito para que recebesse o seu primeiro prêmio, o Caboré, em 2006, de Profissional de Veículo. Depois desse, foram pelo menos mais seis, dos quais vale destacar os de Destaque Profissional da Associação Brasileira de Propaganda (ABP), em 2009, na categoria Executivo de veículo; Empresário de Comunicação do Ano, da Semana ARP de Comunicação, em 2013; Empreendedor do Ano (Ernst e Young), em 2015, na categoria Family Business; e talvez o mais relevante deles, também em 2015, destacado na lista de líderes do Cambridge Institute for Family Enterprise (CFEG), que traz, anualmente, 25 membros das novas gerações de famílias empresárias, e de qualquer lugar do mundo, considerados bons exemplos, estando à frente dos negócios familiares.

 

Tudo isso termina por nos servir de exemplo, afinal de contas. O caso de Eduardo Sirotsky Melzer não é certamente o único, mas é um dos mais emblemáticos no país, de como um jovem, ainda que nascido em família já detentora de negócios, pode preferir começar por si próprio nesse mundo de altos riscos, para só depois tomar conta dos negócios familiares. Melhor ainda, serve também para mostrar que um jovem nascido em família com boas condições, não deve acomodar-se, mas correr atrás de fazer o seu próprio nome, não dependendo apenas do seu sobrenome.