Estudo recente diz que atividade física ajuda a prevenir Alzheimer

 

Que os exercícios físicos melhoram a qualidade de vida das pessoas está mais que comprovado. Mas um estudo recente também encontrou benefícios ao cérebro e na prevenção de doenças como Alzheimer.

Coragem para sair de casa, aquecer, alongar e correr, não é pra qualquer um. Assim como não foi fácil para Adriana abandonar o sedentarismo, praticar exercícios físicos costuma ser algo difícil para quem leva uma vida sedentária. No entanto, a recompensa de Adriana por fazer esse esforço foi equivalente a 25 quilos a menos e em benefícios para a mente.

“A depressão foi embora de uma forma que eu nem percebi. Sem contar a ansiedade que também não sinto mais. Já o ânimo melhorou em 100% em comparação ao estado que eu estava antes dos exercícios. Isso tudo sem remédio ou tratamento terapêutico”, disse a cabeleireira, Adriana Ivone Crivellaro.

O risco de desenvolver doenças relacionadas ao sistema nervoso como depressão, Alzheimer, e Parkinson, cai com a prática de atividade física regular. Isso acontece porque ao exercitar o corpo, algumas reações também são provocadas no cérebro. Entre elas, a melhora no fluxo sanguíneo e de oxigênio, e o estímulo na produção de substâncias benéficas.

“O cérebro funciona como uma orquestra, onde você tem várias redes, ou vários músicos tocando ao mesmo tempo. Mas no meio disso tudo você tem o maestro, que comanda todos os instrumentos. Com o cérebro é a mesma coisa, e com o exercício físico você consegue melhorar a função desse maestro. O exercício faz com que as áreas do cérebro funcionem melhor”, disse o neurologista do HC, Fábio Porto.

Em sua tese de doutorado, Fábio Porto concluiu que a área do cérebro chamada de precuneus, teve um aumento significativo da atividade metabólica em pacientes idosos que fizeram caminhadas duas vezes na semana por seis meses. E assim diminuíram a chance de desenvolver doenças como o Alzheimer, o tipo de demência mais comum na terceira idade.

Manter-se ativo desde sempre, pode trazer resultados ainda melhores do que das pessoas que começaram a praticar exercícios físicos na idade avançada. “Se você faz atividades físicas, mantém uma dieta equilibrada, dorme bem, tem atividade intelectual, controla fatores de risco cardiovasculares (pressão alta, diabetes e colesterol), não tem maus hábitos como fumar, você terá um acumulo de conexões neurais que irão contribuir na sua terceira idade”, disse Fábio.

Segundo o especialista, para garantir uma vida plena e saudável até mesmo na velhice, é importante se cuidar em todos os sentidos, partindo primeiramente da alimentação mais saudável. Segundo alguns estudos recentes, a mudança de pequenos hábitos na alimentação como trocar o cardápio carnívoro por legumes e verduras, faz com que a pessoa viva mais tempo. Se for associado a prática de exercícios físicos, os benefícios serão ainda melhores em qualquer idade.