FMI diz que o Brasil crescerá apenas 0,2% em 2017, Marcio Alaor reporta detalhes

Relatório do FMI, divulgado em meados de janeiro, indicou uma diminuição na previsão de crescimento da economia brasileira para 2017 e 2018 na comparação com os dados apresentados pela mesma entidade em outubro de 2016. Avanço esse ano deve ser de apenas 0,2%

As projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional) a respeitos da economia brasileira não têm sido muito boas nos últimos anos. E, de fato, muitas delas acabam se concretizando. Por isso, como noticia o executivo do Banco BMG, Marcio Alaor, o último relatório da entidade sobre o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro para o ano de 2017 não foi nada animador.

Na verdade, segundo o último relatório do FMI, divulgado no começo da segunda quinzena de janeiro, além de ser extremamente baixo, o avanço da economia nacional este ano é menor até mesmo do que o que previa a entidade alguns meses antes. Em outubro de 2016, as projeções apontavam para um crescimento de 0,5 por cento este ano. Contudo, o novo relatório veio com 0,3% a menos, ficando apenas em 0,2%.

O empresário do BMG, Marcio Alaor reporta que essa retração nas previsões do FMI para o PIB do Brasil é fruto dos números relativos ao desempenho da economia nacional no ano passado, que foram mais fracos do que às expectativas do mercado. Dessa forma, como em outubro de 2016 ainda não era possível saber como exatamente seriam os dados referentes aos 12 meses daquele ano, as projeções da entidade indicadas em seu penúltimo relatório foram melhores do que o que se observou ao final do ano.

O avanço da economia brasileira este ano também será bastante inferior ao que, segundo o FMI, crescerá toda a América Latina e o Caribe, destaca Marcio Alaor do BMG. No entanto, as previsões para essa região também foram reduzidas na comparação com o que foi observado no relatório de outubro, caíram de 1,6% para 1,2%, informa o executivo do Banco BMG. Já a queda das projeções de crescimento da América Latina e do Caribe para 2018, foi menor do que a indicada para este ano. Eram de 2,2% em outubro de 2016 e passaram para 2,1% em janeiro de 2017.

Essa retração nas expectativas de crescimento da região, de acordo com o FMI, tem como uma das causas a lenta recuperação da Argentina e do Brasil, já que os dois países avançaram menos do que o previsto no segundo semestre de 2016. Além disso, as dúvidas sobre o futuro da economia mexicana, os números extremamente negativos da Venezuela e algumas incertezas sobre as finanças dos Estados Unidos também contribuíram para a diminuição das projeções para a região.

Já em relação às expectativas para a situação econômica do Brasil em 2018, o executivo do BMG, Marcio Alaor noticia que o último relatório do FMI não indicou alterações. De acordo com a entidade, o crescimento no próximo ano será de 1,5 por cento, mesmo índice apontado em outubro de 2016.

Quando são confrontados os números do Fundo Monetário Internacional com os do relatório Focus, do Banco Central, há algumas disparidades. Para 2017, por exemplo, o BC prevê um crescimento de 0,5%. Ou seja, 0,3 por cento a mais do que apontou o FMI, ressalta o vice-presidente do Banco BMG, Marcio Alaor. Já para 2018, a diferença é de 0,7%, já que o Focus apontou para uma elevação de 2,2% da economia nacional, ante 1,5% indicados pelo FMI, conclui o empresário do Banco BMG.