Frequência de alunos participantes do Bolsa Família alcança quase 90%

Dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) indicam freqüência escolar de 87,16% entre os alunos participantes do Bolsa Família nos meses de Abril e Maio de 2017. Este está sendo considerado o segundo melhor resultado da história do programa, ficando atrás apenas do ano de 2014 quando foi registrado um percentual de 89,22%. O acompanhamento da frequência escolar dos menores beneficiários do Bolsa Família acontece de forma bimestral pelo menos 5 vezes a cada ano letivo, a meta de comparecimento é de, no mínimo, 85% para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos, e 75% para jovens de 16 e 17 anos.

Conforme o relatório do MEC, do total de mais de 15 milhões de estudantes cadastrados que recebem o benefício do Bolsa Família aproximadamente 93,80% frequentaram as aulas regularmente, cumprindo o percentual mínimo exigido pelo governo e somente 6,20% registraram frequência abaixo do esperado. Apesar do rigoroso controle de assiduidade dos estudantes, o critério não tem peso punitivo, o objetivo é melhorar o desempenho escolar desses menores diagnosticando as razões da baixa ou não frequência, a fim de enfrentar a evasão escolar e estimular a permanência e a progressão educacional de crianças e jovens.

“Não podemos, em hipótese alguma, dar essa característica punitiva. Temos que trabalhar junto a essas famílias de vulnerabilidade econômica para que as próximas gerações tenham a melhor condição possível de escolarização”, explica Daniel Ximenes, diretor de Políticas de Educação em Direitos Humanos e Cidadania.

De acordo com as informações divulgadas dez estados registraram números superiores a média nacional. Entre eles estão: São Paulo (94,42%), Rio Grande do Sul (92,51%), Paraná (92,49%), Espírito Santo (92,20%), Santana Catarina (91,11%) e Tocantins (91,09%). Entre as capitais com melhores resultados tem destaque: Porto Alegre, Teresina, Palmas, São Paulo, Boa Vista, Aracaju, Belo Horizonte e Vitória.

“Daniel Ximenes acredita que “nós temos um problema muito sério no Brasil que é a desigualdade educacional. Esse acompanhamento da frequência escolar é essencial para apoiar a trajetória escolar do aluno. É um esforço que temos que fazer para vermos nossas crianças terminando o ensino fundamental e o ensino médio. Essa iniciativa apoia fortemente isso”, afirma Daniel Ximenes.