Limitação de atividades rotineiras simples atingem 30% dos idosos

A população brasileira de idosos alcançou os 29,3 milhões, sendo 14,3% do total de pessoas no país. Isso significa que a longevidade está entre nós, porém os idosos não estão tendo uma boa qualidade de vida. O país tem o processo de envelhecimento mais acelerado do mundo. A França para ter 20% de uma população idosa no país demorou 150 anos, algo que o Brasil alcançou em apenas 25 anos.

O processo de envelhecimento é diferente de pessoa para pessoa sendo a idade apenas um número. Existem pessoas com 80 anos que ficam na cama, e precisam de ajuda para fazer suas necessidades mais simples, porém também existem os que estão nessa idade e são fisicamente ativos e esportistas. A genética é responsável por 25% dos resultados na vida adulta, e outros fatores também envolvem a alimentação, atividade física e o ambiente social em que vivemos.

Entre a população brasileira de idosos, 30% deles já possuem alguma limitação, segundo o Ministério da Saúde, tais como tomar remédio, usar o telefone e se transportar, sendo essas as atividades que são afetadas primeiro. A maior perda da autonomia entre eles ocorre quando não conseguem mais tomar banho, se vestir e comer sozinhos.

Essas capacidades são significativas na definição de saúde e qualidade de vida nessa fase da vida e a presença ou ausência de doenças. O idoso pode ter várias doenças, porém ainda tem sua autonomia para a realização das atividades rotineiras. Esse é a característica mais valorizada no atendimento aos idosos nos serviços de saúde, comunitário e familiar. Os idosos não devem ter tratamentos baseados apenas em suas doenças, mas também na dependência, estabilidade e hábitos rotineiros.

O Ministério da Saúde, na nova caderneta do idoso trouxe outras informações para o acompanhamento da saúde deles. Uma delas é a medida do perímetro da panturrilha que é um excelente parâmetro para medição de massa muscular do idoso. Uma medida menor que 31 cm indicam uma redução da massa muscular, associadas a quedas, diminuição da força e dependência funcional.

As vacinas dos idosos também devem ser acompanhadas, como a influenza, difteria, tétano, contra a pneumonia e também as de recomendação dos profissionais de saúde.