Por 3,2 milhões de reais Malta vende cidadania

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Uma saída para os cidadãos de um país que está em conflito é a compra da cidadania em outro. Na Europa, o país que está vendendo a cidadania é Malta. Como uma maneira de se refugiar, pessoas que vivem em zonas de conflitos extremos podem usar essa alternativa, a única barreira que possa existir para conseguir de fato a cidadania pode ser a financeira, pois se tornar um cidadão de Malta exige o desembolso de nada mais, nada menos que 880 mil euros, o que seria equivalente a 3,2 milhões de reais.

A jovem Amar Al-Sadi e sua família conseguiram escapar do Iêmen e se tornarem malteses. De acordo com Amar, o cenário em que estava seu país afligia a sua população pelas bombas, destroços e doenças fatais. Faz dois anos que Amar e sua família saíram do Iêmen em uma evacuação aérea das Forças Unidas.

A nova cidadã maltesa relata: “Eu acho que ninguém no mundo gostaria de viver daquele jeito. Estávamos dormindo outro dia e ouvimos uma bomba muito grande perto. Foi realmente assustador. Eu ainda tenho amigos no Iêmen. Eles me dizem que as pessoas estão morrendo de cólera. Alguns tentam escapar, mas eles não conseguem porque ninguém aceitará seus passaportes agora”.

O passaporte de malta passou a ser vendido desde 2014 assim como a cidadania, a partir de então várias pessoas passaram a comprá-lo assim como a família de Amar. Quem é um solicitante bem sucedido não será excluído dos direitos de cidadão de Malta que são completos. Em outros países, são oferecidos programas de concessão de direito de residência ou de vistos de investimento a estrangeiros, como Portugal e o Reino Unido.

Com o valor total de 880 mil euros, três quartos desse dinheiro é destinado para uma contribuição que não é reembolsável para o Fundo Social e Nacional de Desenvolvimento de Malta, que realiza o financiamento em educação, saúde e projetos de criação de empregos. O restante do valor tem uma divisão entre investimentos em alianças com governos e na posse ou aluguel de uma casa que deverá ter o período mínimo de cinco anos.