Produção de medicamentos essenciais tem 25 parcerias aprovadas pelo Ministério

O Ministério da Saúde aprovou 25 novas parcerias para o desenvolvimento de produtivo que ajudará na ampliação do acesso aos medicamentos que são essenciais no tratamento de doenças mais prevalentes, importados e de alto custo, além dos judicializados. No total foram 80 propostas apresentadas pelos laboratórios públicos, entre os meses de maio e julho de 2017 e analisados pelo Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde. “Temos conseguido consolidar as parcerias entre laboratórios públicos e privados como uma política de estado. É dessa forma que conseguimos independência tecnológica e competitividade, essenciais para o desenvolvimento da indústria brasileira”, destaca o ministro Ricardo Barros.

As parcerias irão possibilitar que 11 medicamentos sintéticos e 5 biológicos sejam produzidos. O resultado dos projetos serão 16 medicamentos para tratar doenças como a Hepatite C, Câncer e HIV por exemplo. Após a conclusão dos processos, serão assinados os Termos de Compromisso, com previsão para o primeiro trimestre do ano que vem. Os novos produtos terão a negociação de preço até 70% menor que na última compra. O diretor do Departamento do Complexo Industrial da Saúde, Rodrigo Silvestre, afirma que essas novas parcerias resultará em uma economia de R$ 7,44 bilhões. “Isto é devido aos investimentos que realizamos em cinco anos para o tratamento de artrite reumatoide ou de hepatite C”, disse Silvestre.

O prazo para concluir o projeto com transferência da tecnologia é de dez anos. O Ministério da Saúde irá fazer a monitoração contínua, analisando os relatórios enviados a cada 4 meses pela instituição pública, além de visitas técnicas do Comitê Tecnico Regulatório estabelecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, uma vez ao ano nas unidades fabris públicas e privadas.

A página do Ministério da Saúde na internet irá fazer a divulgação de todos os projetos aprovados ou reprovados. “Não há país que se desenvolva sem ciência, tecnologias e inovações. Estamos induzindo e facilitando essa evolução. Vamos transformar o parque tecnológico do complexo industrial da saúde para que ele tenha competitividade global com produtos inovadores” destaca o Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Marco Fireman.