Rússia declara que Putin e Trump têm muito o que conversar

A sede do governo da Rússia, o Kremlin, declarou recentemente que Vladimir Putin, o presidente russo, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terão uma longa conversa durante o Fórum de Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec), que acontecerá no Vietnã em novembro.

O Kremlin e a Casa Branca já declararam que a reunião entre os dois chefes de Estado deverá acontecer a sós. Durante a realização da Apec, os dois também são esperados em outras reuniões com os líderes dos principais países asiáticos.

Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, ressaltou que existem muitos assuntos para serem tratados entre os dois presidentes. Ele destacou que uma longa conversa entre ambas as partes seria algo benéfico para os interesses tanto da Rússia, como também dos Estados Unidos.

O porta-voz adiantou que o conflito na Síria é um dos temas que precisam ser debatidos, tendo em vista que a solução para essa questão requer esforços dos dois lados.

Em entrevista recente concedida à rede de televisão norte-americana “Fox News”, o presidente Donald Trump destacou que o presidente Vladimir Putin é importante para os interesses dos Estados Unidos, e que o líder russo tem o poder de auxiliar  na questão que envolve a Coreia do Norte.

Donald Trump ainda disse na entrevista que, entre as questões que planeja tratar com Vladimir Putin, estava a questão da Ucrânia. Há alguns anos, a Rússia anexou a região da Crimeia, que até então pertencia ao estado ucraniano, e recebeu duras críticas e sanções internacionais por conta disso.

As relações diplomáticas entre os governos russo e norte-americano passam por um dos seus piores momentos desde o ano de 1991, com a queda da União Soviética, apesar de existir uma simpatia pessoal já conhecida entre Trump e Putin.

A razão disso está no fato de que diversos organismos e instituições dos Estados Unidos, incluindo o serviço de segurança e o Senado do país, estão investigando atualmente uma possível influência e intervenção russa durante as eleições dos Estados Unidos de 2016. Também existem indícios de que haviam vínculos entre pessoas ligadas a campanha de Trump e o Kremlin.