Testes rápidos para dengue e chikungunya são adicionados ao SUS

Sabemos que cabe ao Estado não apenas as campanhas de prevenção às doenças causadas pelo mosquito aedes aegypti, mas também oferecer um tratamento adequado às suas vítimas, por meio do Sistema Único de Saúde, o SUS. No entanto, entre a prevenção e o tratamento, há uma terceira etapa imprescindível: o diagnóstico. Por isso mesmo que, numa recente publicação feita no Diário Oficial da União, mais precisamente numa quinta-feira, dia 10 de agosto deste ano, 2017, ficou oficializada a adição dos testes rápidos tanto para dengue quanto para chikungunya à tabela do SUS. Assim sendo, pode-se concluir que será facilitada, com essa medida anunciada, a realização dos diagnósticos das referidas enfermidades. E facilitada de forma tal que terminará pela dispensação da estrutura laboratorial, o que, por sua vez, traz uma economia nesse processo de detecção de doenças.

Ainda observa o Ministério da Saúde sobre os detalhes da medida, ao quantificar a disponibilização dos testes aos estados e municípios. Segundo o MS, serão fornecidos, para a detecção da chikungunya, ao todo, um milhão de testes rápidos imunocroatográficos IgM. Já para a dengue, um total de dois milhões de testes rápidos imunocromatografia qualitativa (IgM/IgG).

Já sobre os testes em si, podemos especificar que esses resultados que comprovarão se o paciente está ou não infectado com determinada doença, deverão ter seus resultados liberados após um período de 20 a 30 minutos apenas. Todavia, é imprescindível que o paciente não só apresente os sintomas que têm relação às condições, como também possua o cartão do SUS, para que possa então ser submetido à testagem. E o cartão do SUS, para quem não sabe, poderá ser adquirido facilmente, bastando levar um documento pessoal em qualquer unidade de saúde, para consegui-lo.

E vale ainda muito destacar o quão importantes são os testes rápidos, como no caso destes já citados, visto que assim tem-se um diagnóstico precoce, mais favorável à realização de um tratamento adequado e eficiente. Fora isso, os dados coletados sobre as infecções aqui tratadas, acabarão por servir na complementação dos dados do governo nessa área de saúde, contribuindo então para que se tenha uma melhor vigilância epidemiológica no Brasil.