Turismo está reduzindo os habitats naturais dos ursos pandas

Image result for Turismo está reduzindo os habitats naturais dos ursos pandas

De acordo com um alerta feito pelo jornal “South China Morning Post”, os ursos panda que vivem na região sudoeste da China estão perdendo o seu habitat natural devido ao crescimento acelerado no número de turistas, somado a construção de estradas e derrubada das árvores.

Entre os anos de 1976 e 2001, a redução desses habitats já alcança 5%, ao tempo em que o tamanho médio das áreas em que os ursos pandas vivem já foi reduzida em cerca de 24% nesse mesmo período, segundo uma pesquisa publicada recentemente pela revista “Nature Ecology & Evolution”.

Esse estudo, que foi desenvolvido por cientistas dos Estados Unidos e da China, indicou que o aumento de turistas nessas áreas e a construção de casas e estradas são as maiores ameaças atuais a preservação desses habitats. Com a perda de espaço, os pandas irão sofrer cada vez mais com o isolamento da espécie e também as mudanças climáticas.

Na atualidade, existem 30 grupos de ursos pandas que vivem em liberdade na região sudoeste da China, sendo que desses grupos, 18 são formados por uma quantidade inferior a dez ursos, o que significa que a espécie está exposta a um risco elevado de extinção, de acordo com os pesquisadores.

Segundo o especialista Fan Zhiyong, que pertence ao grupo WWF na China, quanto maior é a influência humana em uma área, maiores são as chances dos pandas abandonarem essa mesma área. Ele ressaltou ainda que isso acontece porque essa é uma espécie de animais extremamente sensíveis a ruídos e sons externos.

A espécie do urso panda gigante só permanece vivendo de modo selvagem na China, especialmente nas áreas tomadas por montanhas das regiões de Gansu, Sichuan e Shaanxi.

No ano de 2014, o número de pandas que viviam em liberdade no país era de 1.864, ao tempo em que cerca de 400 vivem em cativeiros ao redor do mundo. Com isso, a União Internacional para a Conservação da Natureza afirma que os pandas gigantes  não estão mais entre as espécies que correm o risco de extinção,  e sim entre as espécies consideradas atualmente como “vulneráveis”.