Uma equipe de astrônomos encontrou uma lua fora do nosso sistema

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Uma lua pode ter sido encontrada fora do nosso Sistema Solar por astrônomos. Se esse estudo se confirmar, essa exolua pode ter a dimensão e a massa de um planeta como Netuno, e estar na órbita de um planeta com cerca de dez vezes mais a sua massa, tendo o tamanho aproximado de

Júpiter.

Essas imagens foram captadas pelo  telescópio espacial Kepler , e os pesquisadores pretendem utilizar o Hubble daqui a alguns meses, para levantar mais dados e assim poder realizar maiores estudos, para confirmar essa teoria.

Uma matéria foi feita sobre essa possível exolua, e foi publicada no site de matérias científicas Arxiv. Até o momento, os astrônomos já conseguiram encontrar cerca de três mil exoplanetas, que são planetas que fazem a órbita de estrelas diferenciadas do Sol.

Devido às limitações da tecnologia mundial existentes no momento, ainda não foram encontrados satélites extrassolares. Mas as tentativas de encontrar às exoluas, que ficam orbitando em planetas de outros sistemas, continuaram paralelamente ao estudo.

O professor assistente David Kipping, da Universidade de Columbia em Nova York, contou que passou quase todos os anos da sua vida adulta, procurando exoluas, e avisa que é melhor manter uma certa cautela, em relação a essa descoberta. Ele ainda acrescenta, que ela pode parecer com uma lua, mas que sempre pode ser outra coisa.

A procura por planetas está sendo feita pelo telescópio espacial Kepler, sendo que ele encontra diminutas variações no brilho das estrelas que acontecem na hora em que um planeta passa diante dela, sendo essa situação conhecida como “trânsito”. Os astrônomos estudam a diminuição da luminosidade das estrelas antes e após esse fenômeno, para achar as exoluas.

O sinal favorável para o encontro das exoluas aconteceu durante três trânsitos, um número que foi considerado um pouco baixo pelos pesquisadores para que o anúncio desse novo fato fosse revelado.

Esses estudos foram feitos por Kipping e seus colegas Alex Teachey, também da Universidade de Columbia, e pelo cientista, Allan R. Schmitt, e que foi concedido um grau de confiança no sinal captado de “quatro sigma”, isso acaba mostrando o quanto é difícil que um resultado desse nível experimental, tenha acontecido apenas por acaso.

Os pesquisadores estão empolgados, já que a descoberta tem uma expectativa bem alta de sua existência. Mas as confirmações só poderão ser feitas, depois dos dados que vão ser obtidos através do Hubble, em outubro.

A possível exolua foi batizada de Kepler-1625b I e foi localizada fora do nosso sistema, situada a quatro mil anos-luz da Terra.

Atualmente se acredita que a formação planetária propõe que o corpo celeste, que estaria fazendo a sua órbita em um planeta com as dimensões de Júpiter, possivelmente não tenha se formado ali, mas sim ter ocorrido a sua captura pela gravidade do planeta, em uma etapa adiantada da evolução do seu conjunto de planetas.