Estudantes brasileiros têm desempenho abaixo da média internacional

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, OCDE, avaliou resultados da educação em 70 países pelo Pisa 2015, Programa Internacional de Avaliação de Estudantes. O ranking divulgado em 6 de dezembro mostra que alunos do Brasil ficaram nas últimas posições em áreas como leitura, ciências e matemática. Esse é o segundo índice que o país não teve avanço nas três disciplinas avaliadas. O OCDE realiza o processo a cada três anos, com estudantes de 15 e 16 anos.

A média dos países envolvidos para a matéria de ciências é 493 pontos. No topo, ficaram Cingapura, com 556, e Japão, com 538. Já o Brasil teve 401 pontos. No quesito leitura, a média também é de 493, porém o país teve 407 pontos. Matemática teve os piores resultados: 377 pontos de desempenho brasileiro contra 490 da média internacional. No Pisa, 30 pontos são equivalentes a um ano de estudos. Isso significa que o Brasil está com 3 anos ou mais de atraso em relação à média de outras nações.

Dos 23.141 alunos brasileiros participantes, 77% estavam matriculados no ensino médio, 95,4% frequentavam escolas urbanas e 73,8% eram integrantes de rede estadual.

Apesar dos resultados insatisfatórios, o Pisa concluiu que 71% dos adolescentes com 15 anos estão matriculados do sétimo ano em diante, cerca de 15% a mais do que em 2003. Esse é um ponto positivo, já que houve expansão do acesso escolar.

Há também diferenças econômicas levadas em consideração no Pisa. A média do PIB dos países membros é de 39,3 mil dólares por habitante, porém o Brasil tem Produto Interno Bruto de 15,9 mil dólares. Além disso, o investimento por estudante, dos 6 aos 15 anos, é de 38,2 mil dólares. Em outras nações, o valor chega a ser mais que o dobro, 90,3 mil dólares.

De acordo com a secretária do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro, o resultado brasileiro é ruim, se comparado com nações que investem menos em educação e têm menor desenvolvimento que o Brasil. Ela afirma que é possível ter um salto de qualidade se houver políticas adequadas, como a formação de professores.

Fonte: Terra Notícias

Amazon anuncia lançamento de supermercado sem caixas para 2017

Depois do lançamento de uma livraria física nos EUA, a Amazon decidiu lançar, desta vez, um supermercado físico inovador na cidade de Seattle. Com o nome de Amazon Go, nele o cliente poderá realizar suas compras sem preocupar-se com filas demoradas ou o eventual atendimento ruim de algum caixa.

Para tanto, bastará ao consumidor identificar-se logo na entrada do estabelecimento, através de um smartphone, e na sequência retirar, simplesmente, os itens de seu interesse das respectivas prateleiras. Após a aquisição dos produtos, e sem qualquer mediação humana, o cliente poderá ir embora, aguardando somente a fatura do cartão com os valores da compra para o pagamento.

A iniciativa da Amazon busca tornar mais simples e práticas as compras do dia a dia, e para isso ela investiu pesado em tecnologia. O supermercado Amazon Go é inteiramente automatizado, possuindo prateleiras de visão computacional, uma fusão de sensores em diversos pontos estratégicos e um sistema de aprendizado de máquina profundo. Com essas ferramentas, a empresa poderá identificar o cliente através de seu rosto, e os sensores, por sua vez, registrarão cada item retirado das prateleiras. Caso desista de algum item, o cliente poderá devolvê-lo na respectiva prateleira que um sensor registrará a devolução e cancelará o item no carrinho virtual.

Com toda essa tecnologia implementada, a Amazon Go poderá funcionar sem a presença de vigias ou de caixas, facilitando a vida do consumidor e diminuindo os gastos de operação do estabelecimento a médio e longo prazo.

A inauguração oficial do Amazon Go, na cidade de Seattle, está prevista para o começo de 2017. O estabelecimento possui 170 metros quadrados, e além da diversidade de produtos, conta com a preparação local das mais variadas refeições. Enquanto os cidadãos de Seattle aguardam a novidade, somente os funcionários da empresa têm permissão para testar e utilizar esse novo protótipo de supermercado.

Segundo informações do “The Wall Street Journal”, a Amazon planeja abrir 2 mil novos estabelecimentos do Amazon Go se a experiência em Seattle der resultados positivos. Além disso, segundo informações não oficiais, a empresa pretende inovar com pontos de venda próximos a estradas e rodovias.

Robert Iliajson

Originalmente, a ideia pertence ao empreendedor e profissional de TI Robert Ilijason, da Suécia, que inaugurou um estabelecimento similar na cidadezinha de Viken, no início deste ano. Iliajson, que é pai solteiro, teve essa iniciativa empreendedora depois de precisar viajar até outra cidade para conseguir alimento para seu filho pequeno, durante a noite, devido ao fechamento de todos os estabelecimentos de Viken no período noturno. Hoje, a cidadezinha de 5 mil habitantes tem seu mercado 24 horas, cuidada unicamente por Iliajson, sem o auxílio de funcionários e sem maiores preocupações.

Saiba mais: http://bit.ly/2gLWUQj

Brasil decepciona em ranking internacional de avaliação de estudantes

Os dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, o Pisa, mostram que o Brasil teve uma queda significativa de pontuação na classificação internacional. O resultado, que abarcou três áreas de conhecimento, é relativo à prova aplicada em 2015, e deixou o país em 63º colocado na área de ciências, 66º em matemática e 59º na área de leitura.

De iniciativa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, o exame é aplicado em 70 países, incluso os 35 membros da OCDE, além de 35 parceiros, dentre eles o Brasil. O exame é aplicado a cada três anos, e tem por objetivo colher informações sobre as variáveis sociais e demográficas dos países, oferecer referências de monitoramento dos meios de ensino, e apresentar um perfil básico das habilidades e conhecimentos dos estudantes.

Na avaliação da área de Leitura, a primeira colocada dentre os países participantes foi a Cingapura, com 535 pontos. Atrás dela ficaram Hong Kong e Canadá, ambos com 527 pontos, a Finlândia, com 526, e a Irlanda, que obteve 521 pontos no exame.

A área de Ciências também deixou Cingapura na primeira colocação, totalizando 556 pontos. Depois veio o Japão (538 pontos), a Estônia (534), a Taipei chinesa (532) e a Finlândia, com 531 pontos na avaliação.

Por fim, Cingapura foi a melhor colocada em Matemática, obtendo 564 de pontuação. Em segundo veio Hong Kong (548 pontos), Macau (544), Taipei chinesa (542) e Japão, com 532 pontos na área.

Análises

Segundo o diretor-executivo da Fundação Lemann, Denis Mizne, o resultado do Brasil no ranking deixou claro que algumas atitudes urgentes devem ser tomadas. Para Mizne, as receitas devem ser destinadas à Educação de um modo mais inteligente, e uma valorização e formação mais qualificada dos professores devem ser realizadas. De acordo com a explicação do diretor da Lemann, Denis Mizne, a Base Nacional Comum, a formação dos professores e a conectividade são questões extremamente estratégicas, questões que podem reverter os resultados do Brasil nos próximos exames internacionais.

Para o gerente de conteúdo Ricardo Falzetta, do Movimento Todos pela Educação, uma medida prioritária seria a revisão dos cursos iniciais e continuados, para que os professores estejam efetivamente à altura dos desafios presentes em sala de aula. Segundo Ricardo Falzetta, pesquisas na área mostraram que os próprios professores solicitam um preparo melhor para a profissão.

Em relação ao assunto, o diretor de inovação do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos, disse que uma das saídas seria a superação do baixo interesse dos jovens brasileiros para com a carreira do magistério. Como bem observa Mozart Ramos, esse fenômeno não acontece nos países que lideram o ranking do Pisa, e por um motivo muito simples: seguir carreira de professor, nesses países, é um sinônimo de prestígio social.

Saiba mais: http://glo.bo/2haZQTw