Bruno Fagali, da nova/sb, fala sobre o Pró-Ética – prêmio para empresas com práticas de integridade

Você já ouviu falar no prêmio Pró-Ética, oferecido pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social? A iniciativa reconhece companhias com práticas consolidadas de integridade e combate à corrupção com a intenção de promover um ambiente corporativo mais íntegro, ético e transparente no Brasil. Este ano, as inscrições abriram no dia primeiro de fevereiro e vão até 28 abril, elas podem ser feitas pelo site da CGU.

Edição 2016

Ano passado, foram 25 empresas aprovadas e reconhecidas pelo Prêmio como Empresas Pró-Ética – os resultados foram divulgados nos dias 16 e 17 de novembro. Entre elas, está a Agência nova/sb, primeira empresa do setor de comunicação a ganhar o título de Empresa Pró-Ética.

O gerente de Integridade Corporativa da nova/sb, o advogado Bruno Fagali – que também é membro da Fagali Advocacia – conta que já faz algum tempo que a agência contribui de forma ativa para um ambiente publicitário – social e empresarial – “mais justo, íntegro e menos preconceituoso”. Ele ainda acrescenta que a empresa sempre pautou todos os seus trabalhos e campanhas publicitárias de forma ética.

“Um dos exemplos mais concretos do que estou falando é o Comunica Que Muda (CQM), que é um projeto de Interesse Público criado pela agência com o intuito de aprofundar a discussão sobre temas de grande impacto público e que, por serem polêmicos, poucas são as instituições que promovem debates a respeito. Uma iniciativa pioneira iniciada em 2011 que têm contribuído para a discussão de assuntos como a descriminalização da maconha, o suicídio, o meio ambiente, a mobilidade urbana e a tolerância”, ilustra Bruno Fagali, que também destaca ser uma honra fazer parte da primeira empresa do setor de comunicação a conquistar o principal prêmio de compliance do país.

Em contrapartida, o gerente de Integridade lamenta o baixo números de agências de comunicação a conquistarem a boa fama – “Infelizmente, a imagem do nosso setor tem sido constantemente abalada pelos péssimos exemplos demonstrados pelo Mensalão e sob investigação da Acrônimo e da Lava Jato […] Sempre faço questão de enfatizar que devemos incentivar as outras agências a seguirem o exemplo da nova/sb, até mesmo por questões econômicas, já que, em um ambiente empresarial íntegro, sempre o melhor é que será escolhido, e não aquele que mais contrapartidas antiéticas oferecer”, sobressai Bruno Fagali.

Para as empresas inscritas na edição 2017, um conselho. O advogado alerta que não é fácil conquistar o Pró-Ética – engana-se quem pensa que implementar um “modelo geral” de Programa de Integridade será o suficiente. De acordo com Bruno Fagali, “é imprescindível que ele seja moldado para os objetivos e limites de cada companhia e que seja personalizado especificamente para o setor de atividade por ela desempenhada. “

O gerente de Integridade Corporativa da nova/sb, ainda indica, para aquelas agências de publicidade que estiverem interessadas no assunto, a leitura de um artigo escrito por ele, intitulado ‘A Ética e as Agências de Publicidade: cinco das principais ‘red flags’ anticorrupção da atividade’. “Nele exponho alguns pontos que devem ser levados em consideração pelos responsáveis em compliance de uma agência”, adianta o advogado Bruno Fagali.